quarta-feira, 21/10/2026

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Ecologia Policial

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Projeções da ONU indicam que o aquecimento global pode superar 1,5°C e atingir até 2,8°C

A recente análise do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) é um chamado urgente à ação climática. O relatório, divulgado nesta quarta-feira (21), indica que, devido a décadas de inação, o…

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A recente análise do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) é um chamado urgente à ação climática. O relatório, divulgado nesta quarta-feira (21), indica que, devido a décadas de inação, o limite de 1,5°C de aquecimento global, considerado crucial para evitar os piores efeitos das mudanças climáticas, será inevitavelmente ultrapassado. Mesmo com o cumprimento das promessas climáticas atuais, a temperatura média do planeta pode subir até 2,6°C até 2100.

O estudo, que faz parte da 17ª edição do Relatório sobre a Lacuna de Emissões, destaca que as emissões de gases de efeito estufa precisam ser drasticamente reduzidas nas próximas décadas. A ONU sugere que, com um esforço significativo, o aquecimento poderia atingir um pico de 1,7°C a 1,8°C até 2050, antes de retornar a 1,5°C até o final do século. Contudo, isso requer cortes de emissões muito mais substanciais do que os atuais compromissos globais indicam.

Para alcançar essa meta, os países precisariam reduzir suas emissões em 18% até 2030, 45% até 2035 e 69% até 2040. Em contraste, a implementação completa das promessas climáticas atuais resultaria em uma redução de apenas 5% a 8% até 2030. O secretário-geral da ONU, António Guterres, enfatiza que ainda há tempo para agir, mas isso requer um compromisso sério para diminuir as emissões em quase 6% ao ano até 2035.

As consequências de não agir são alarmantes. Cada fração de grau acima de 1,5°C traz riscos crescentes de eventos climáticos extremos, como ondas de calor, secas e enchentes, colocando em risco a saúde, a economia e a biodiversidade do planeta. Inger Andersen, diretora-executiva do Pnuma, ressalta que a continuidade do aquecimento traz danos cumulativos, tornando cada ano adicional ainda mais perigoso.

Apesar de avanços no uso de energias renováveis e de algumas políticas climáticas bem-sucedidas, os compromissos globais ainda são considerados insuficientes. A capacidade de geração de eletricidade por fontes renováveis cresceu rapidamente, mas a transição para uma economia de baixo carbono precisa ser acelerada. As emissões globais, que se mantiveram estáveis entre 2024 e 2025, evidenciam a necessidade urgente de uma mudança de paradigma.

O futuro do clima do planeta depende, em grande parte, das decisões tomadas nos próximos anos. O relatório destaca que, se não forem adotadas medidas mais drásticas, a meta de limitar o aquecimento a 1,7°C ou 1,8°C poderá se tornar uma meta inatingível. Portanto, a hora de agir é agora, antes que as consequências se tornem irreversíveis.