sexta-feira, 23/10/2026

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Estudo aponta que ondas de calor resultaram em mais de 50 mil óbitos na Europa em 2026

Um estudo recente revela um cenário alarmante sobre o impacto das altas temperaturas na Europa. Durante o verão de 2026, mais de 50 mil vidas foram perdidas devido ao calor extremo, um número assustador…

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Um estudo recente revela um cenário alarmante sobre o impacto das altas temperaturas na Europa. Durante o verão de 2026, mais de 50 mil vidas foram perdidas devido ao calor extremo, um número assustador que destaca as consequências do aquecimento global. A pesquisa, realizada por instituições britânicas e publicada na revista “Nature Health”, analisou dados de 854 cidades em 30 países europeus, revelando que aproximadamente 65% das mortes foram atribuídas ao aquecimento causado pela ação humana, principalmente por meio da queima de combustíveis fósseis.

Os dados são particularmente preocupantes, já que o verão de 2026 foi o mais quente da história na Europa Ocidental, com temperaturas médias 2,4°C acima da média entre 1991 e 2020. O estudo aponta que, entre junho e agosto, foram registradas 50.391 mortes associadas ao calor, um salto significativo em comparação aos verões anteriores, como 2022 e 2003. A Itália liderou o triste ranking de perdas humanas, seguida pela França, Espanha, Alemanha e Reino Unido.

O calor extremo afetou desproporcionalmente os idosos, com cerca de 22,5 mil vítimas com 85 anos ou mais. Os pesquisadores alertam que muitas dessas mortes podem não ser diretamente atribuídas às temperaturas, mas sim ao agravamento de condições de saúde preexistentes. O levantamento sugere que o total de mortes associadas ao calor em toda a Europa pode ser ainda maior, considerando que os dados referem-se apenas a uma amostra de cidades que representam cerca de 173 milhões de habitantes.

Os cientistas que conduziram a pesquisa pedem urgência na redução das emissões de gases de efeito estufa e a implementação de medidas de proteção à população durante ondas de calor. Com o aumento da frequência e intensidade de eventos climáticos extremos, a necessidade de ação se torna cada vez mais evidente, mostrando que o tempo para agir é agora.