quarta-feira, 21/10/2026

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Ecologia Policial

32° Brasil Nublado · máx 33° mín 24°

Brasil registra queda de 6% nas emissões de gases de efeito estufa, alcançando menor índice em oito anos devido à diminuição do desmatamento.

Em um cenário onde as mudanças climáticas exigem ações urgentes, o Brasil apresentou um dado animador: as emissões de gases de efeito estufa caíram 6% em 2025, atingindo sua menor marca em oito anos,…

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Em um cenário onde as mudanças climáticas exigem ações urgentes, o Brasil apresentou um dado animador: as emissões de gases de efeito estufa caíram 6% em 2025, atingindo sua menor marca em oito anos, conforme revelado pelo Observatório do Clima. O total de 2,06 bilhões de toneladas de CO₂ equivalente lançadas na atmosfera representa um avanço significativo em relação às 2,19 bilhões de toneladas de 2024.

Os dados fazem parte da 14ª edição do Sistema de Estimativas de Emissões de Gases de Efeito Estufa (SEEG), que destaca a redução do desmatamento na Amazônia e no Cerrado como fatores cruciais para essa queda. Essa melhoria coloca o Brasil mais próximo de cumprir as metas climáticas acordadas no Acordo de Paris, no qual se comprometeu a limitar o aumento da temperatura global.

As emissões líquidas, que consideram o carbono absorvido pela vegetação, também mostraram queda, de 9%, somando 1,41 bilhão de toneladas, o menor nível desde 2012. Apesar de não ter alcançado a meta de 1,32 bilhão de toneladas, o Brasil vive um momento de esperança, com uma expectativa de superação desse compromisso até 2026, caso o desmatamento continue em queda.

David Tsai, coordenador do SEEG, expressa preocupação com a dependência do Brasil em relação ao setor de uso da terra para a redução das emissões. Para que o país atinja os objetivos de 2030 e 2035, é essencial que medidas sejam ampliadas em outros setores da economia.

O desmatamento, embora tenha diminuído, ainda representa a maior fonte de emissões do Brasil, com 39% do total em 2025. A agropecuária e o setor de energia seguem como grandes responsáveis, gerando 30% e 21% das emissões, respectivamente. A pesquisa aponta que, apesar das quedas no desmatamento, a agropecuária registrou uma leve estabilidade nas emissões, enquanto o setor de energia viu um aumento, impulsionado pelo consumo crescente de combustíveis.

Os dados revelam que as políticas de combate ao desmatamento nos últimos anos têm surtido efeito, mas a verdadeira mudança no cenário das emissões requer uma abordagem mais abrangente, envolvendo setores fundamentais como a agropecuária e a energia. Com isso, o Brasil pode não apenas cumprir suas metas, mas também contribuir efetivamente para a luta contra a crise climática global.

Crédito da imagem: O que é o efeito estufa e o que ele tem a ver com a COP?